Visão e conceito Neuroreabilitação Parkinson

Os  tratamentos farmacológicos têm eficácia comprovada e constituem a primeira opção para o tratamento da Doença de Parkinson. Porém, esta terapêutica nem sempre é suficiente para cobrir todos os problemas motores e não motores associados à progressão da doença. Face a esta limitação, os tratamentos não farmacológicos, como é o caso da reabilitação, têm vindo a desenvolver-se e a assumir uma importância cada vez maior no tratamento desta doença.

As linhas orientadoras clínicas atuais para a Doença de Parkinson reconhecem o papel da reabilitação como meio de melhorar a funcionalidade dos doentes e de os ajudar, assim como aos familiares, a lidar com os problemas e com as limitações funcionais associados à doença.

O QUE MARCA A DIFERENÇA NO CNS?
A intensidade e combinação de programas específicos e desenvolvidos para a doença alvo. O CNS procura implementar, com base na evidência científica atual, os melhores programas de exercício com a intensidade mais adequada, por forma a assegurar os melhores resultados. A importância da reabilitação multidisciplinar  e de alta intensidade tem sido alvo de um interesse crescente  das comunidades científica e clínica. Neste sentido, torna-se cada vez mais evidente a compreensão de que a intensidade do tratamento pode ser a chave da reabilitação das doenças neurológicas, como é o caso da Doença de Parkinson. 

A intensidade de um tratamento depende da frequência, da duração, número de repetições e da dificuldade/complexidade dos exercícios realizados. Os programas de exercício comuns incluem habitualmente 2 a 3 horas de treino físico por semana, durante 6 a 14 semanas. Contudo,  a evidência científica recente sugere que a intensidade influencia de forma determinante os resultados de um programa de reabilitação. 

No CNS, procuramos implementar e combinar os programas mais atuais e específicos para cada doença. São exemplos o Parkinson Wellness Recovery Programs®, LSVT LOUD™ e LSVT BIG™ Programs, Ronnie Garden Method®, Dance therapy for PD and Lisbon Intensive Fall Treatment program, entre outros. A seleção da melhor resposta para cada doente é realizada de acordo com as capacidades, défices funcionais, preferências,  estadio da doença e contexto do indivíduo. Acreditamos que, desta forma, a capacidade de resposta do CNS é ímpar. 

 

Este modelo inovador, intensivo e multi-estratégico de cuidados de neuroreabilitação para pessoas com doenças do movimento representa uma mais-valia face aos programas de reabilitação tradicionais. Temos a convicção de que o nosso modelo continuará a diferenciar-se e representará uma abordagem terapêutica única nos cuidados de saúde prestados a esta população.